sexta-feira, 31 de maio de 2013

Presidente da UNITEL promete investimento sustentado para alavancar a economia nacional 30 Maio 2013

Presidente da UNITEL promete investimento sustentado para alavancar a economia nacional

30 Maio 2013
Presidente da UNITEL promete investimento sustentado para alavancar a economia nacional
Formação de jovens são-tomenses através da criação de um centro de formação técnica, é uma das acções que a UNITEL vai desenvolver no país. Isabel dos Santos, uma das mulheres mais ricas de África, visitou São Tomé e ficou conquistada pela beleza da ilha. É presidente da empresa de telecomunicações que vai concorrer com a CST.
Considerada como mulher mais rica do continente africano, a filha do Presidente de Angola, visitou São Tomé tendo sido recebida pelo Primeiro ministro Gabriel Costa e pelo Presidente Manuel Pinto da Costa.
Encontros que serviram para a Presidente da empresa angolana de telecomunicações UNITEL, falar do projecto de investimento previsto para São Tomé e Príncipe. O Estado são-tomense já concedeu a UNITEL licença para operar no mercado nacional, como a segunda operadora de telecomunicações.  «Os principais pontos que discutimos foi o nosso investimento cá, e sobretudo a formação de jovens em tecnologia, engenharia e gestores, também a criação de empregos para os jovens são-tomenses, estaremos na possibilidade de o fazer muito brevemente», declarou Isabel dos Santos, a saída do encontro com o Presidente da República, na quarta – feira.
A Presidente da UNITEL pretende promover acções sociais, que fomentem a economia e dêem lucros a sua empresa. «Vamos construir instalações, vamos construir um centro de formação técnica, vamos criar centros de apoio, queremos trabalhar com as empresas locais, criar empregos dentro da comunidade e ter pequenas empresas são-tomenses a trabalhar connosco neste investimento», pontuou.
Preferiu não avançar o valor do investimento a ser feito, porque «estamos a finalizar os dados, mas tão logo temos o número, anunciamos», frisou.
Promoção do desporto é uma das valências da UNITEL. Por isso a Presidente da empresa, visitou o centro de estágios de São Tomé, onde funciona a escola de futebol nacional com cerca de 200 alunos. «Achamos que o desporto e a cultura são actividades importantes, que completam a actividade económica que a empresa desenvolve», precisou um dos responsáveis da UNITEL.
Gustavo Clemente seleccionador nacional e professor da escola de futebol, realçou a importância da visita de Isabel dos Santos. «Não é todos os dias que podemos receber uma das pessoas mais importantes no circuito dos negócios em África. Foi imenso orgulho para mim e a minha academia receber esta visita», declarou.
Resultado da visita da liderança da UNITEL, a escola de futebol vai receber alguns equipamentos desportivos.
A ilha de São Tomé, já conquistou a considerada mulher mais rica de África. « Gostaria de regressar. O país é muito bonito, tem um potencial turístico fantástico, as praias muito belas, os montes muito bonitos, acho que é um dos países mais bonitos que já visitei até hoje», sublinhou.
Ilhas maravilhosas de São Tomé e Príncipe, conquistam investidores, para promover o seu progresso.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

ADI levantou poeiras na República di kitchibá

ADI levantou poeiras na República di kitchibá

30 Maio 2013

ADI levantou poeiras na República di kitchibá
Há males que vêm por bem. A ADI mudou o silêncio de mais de dois anos da antiga oposição parlamentar do trio MLSTP, PCD e MDFM em prol do controlo e da divulgação dos actos do actual executivo. Boa!
Na terça-feira, 14 de Maio, a opinião pública tomou conhecimento de que o partido ADI em São Tomé e Príncipe tinha em mãos documentos comprovando actos ilícitos na direcção das Pescas comprometendo ao próprio Ministro da Agricultura, Pescas e Desenvolvimento Rural, António Dias.
A notícia correu em flecha nos quiosques de Mé-Zóchi, distrito decisivo nos actos eleitorais, na medida que a ADI encarregou Alexandre Guadalupe, deputado representando esse distrito, a anunciar os actos de corrupção de um ministro, adversário político de casa pelo Partido de Convergência Democrática.
O deputado, um puto d’África a sentir os cabelos brancos do meio século da nossa África, foi peremptório em garantir que o seu partido, na manhã seguinte, iria dar entrada a queixa-crime na Procuradoria-Geral da República com cópias ao Presidente da República, Presidente da Assembleia Nacional e Primeiro-Ministro, numa demonstração de que todos, ainda somos alunos na escola da democracia e estamos atentos a tirar ilações para não repetirmos aos erros. Kem non akreditô fikô com dobra sem tróká!
Na manhã seguinte, Ilísio Teixeira, jurista e antigo ministro da Justiça do XIV Governo constitucional honrou as palavras do deputado do seu partido. Subiu queixa-crime a justiça, onde em vinte pontos, a ADI narra os actos lesivos a República, descritos em três acusações, todas puníveis no novo Código Penal são-tomense:
  • Crime de corrupção passiva para ato ilícito, artigo 452º
  • Crime de participação económica em negócio, artigo 459º
  • Crime de abuso de poderes, artigo 464º
Esses crimes são imputados aos responsáveis das pescas, nas pessoas dos senhores José Eva, Graciano Costa e Olavo Aníbal, todos mais ou menos da família do PCD, comprovando a partidarização da coisa pública no nosso Somos Todos Primos.
Os três quadros, sendo respectivamente, director das Pescas, chefe do Departamento de Investigação e Protecção dos Recursos Haliêuticos e Assessor do ministro, fundaram e refundaram ou reformularam, dentro do serviço de Estado, a sociedade de interesse privado passando a denominar de SOPESCOSER Lda. para ser parceira do Estado nas negociações com entidades estrangeiras, públicas e privadas, ao mesmo tempo que defende os negócios privados, usurpando as operações da empresa Equador, detentora do mercado nacional no agenciamento de navios que operam ou pretendam exercer nas águas territoriais de São Tomé e Príncipe.
O ministro António Dias, acusado de estar colado ao negócio do seus subordinados, ferido no seu empreendedorismo, veio a praça dizer do desconhecimento da empresa privada no seu ministério – que mandou desaparecer de imediato logo que tomou contacto com o alerta público de Alexandre Guadalupe – recordou as novelas de viagens do antigo ministro de ADI na pasta do Plano e Finanças que coordenava a Agricultura e Pescas e, trouxe aos são-tomenses os ganhos e as perdas dos números nas contas de cooperação com a União Europeia.
António Dias comparou “assinou-se (em Espanha com AGAC – Associação de Grandes Atuneiros Congeladores) um acordo de 350 mil dólares para 7 atuneiros quando recebemos com a União Europeia, qualquer coisa como 800 mil euros para 40 navios (que pescam sem controlo nacional). A equipa deveria cá vir para assinar o acordo. Por sobrecarga na agenda solicitou a disponibilidade da parte são-tomense em deslocar-se a Espanha e que pagariam todas as despesas. A agência Equador pagou as despesas com a viagem do ministro e do director das pescas, e eles suportariam os custos com a estadia. No entanto já em Espanha, a empresa disse que não poderia pagar nada e que deveríamos receber tudo através da empresa Equador» que não reembolsou ao Estado.
A Acção Democrática Independente que sustenta a sua queixa em actos de corrupção com números extrapolando dólares em euros e pelo meio a mendicidade mental africana na troca de mensagens Sul-Norte, declarou a imprensa e pela voz de Ilísio Teixeira «Viemos apresentar uma denúncia pública, uma vez que temos em mãos documentos que comprovam que há fortes indícios de prática de crime de corrupção. Tendo em conta que o director das pescas e os seus assessores criaram uma sociedade que emite licenças, cobra facturas e que o ministro viajou as expensas de uma empresa privada, para assinar um protocolo de cooperação no domínio das pescas, e privilegiou essa mesma empresa. Consideramos que há aqui actos que são ilícitos».
A sociedade civil corroborando ao desejo de ADI veio a rua pedir cabeça do ministro de Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas, naquilo que se chama de responsabilização política do acto, acusando-o de corrupto, usurpador de vinte minutos do jornal público e irritado perante a câmara televisiva.
O ministro António Dias, por sua vez, exigiu a justiça duas semanas no máximo para esclarecer a tudo, porque está certo que a ADI lhe vai indemnizar pelo desgaste, contrariando Ilísio Teixeira que lavou as suas mãos, dizendo “Que os factos sejam apurados. E politicamente, achamos que o ministro deve se demitir» e ponto final.
O PCD entrou no jogo através de um comunicado com dedos de mãos limpas de Sebastião Santos, membro da Comissão Política do partido a dar voltas as acusações de ADI, isentando e inocentando o seu ministro de qualquer culpa, virando as munições contra a Acção Democrática Independente, considerando de leviana a queixa-crime que pretende apenas neutralizar a energia juvenil do ministro empreendedor.
Assumimos aqui no Téla Nón e em várias secções o nosso distanciamento quanto a atitude deselegante e até sanzaleira de ADI na gestão de tudo quanto levou a queda do XIV Governo constitucional, enfraquecendo sobremaneira a nossa democracia, já de si penalizada em séries inéditas para o descontentamento da República apanhada sempre na linha zero do desenvolvimento.
Em tão pouco tempo e após o regresso ao activo, os deputados do povo filiados na Acção Democrática Independente e a sua direcção política mostraram o serviço feito, embora condoídos com a República das bananas – dieta alimentar dos são-tomenses – aquando de recordar o país de Adeístas governado por Gabriel Costa.
O partido ADI, enquanto oposição, deu sinais evidentes que está a fiscalizar os actos de governação na sua entrega a fiscalização e ao controlo da coisa pública. Não precisou usar ao habitual temporal com ventos há mais de trezentos quilómetros a hora, varrendo todos os edifícios da República. Palmas
Anunciou, explicou, queixou com documentos comprovativos da gestão ilícita e danosa e, remeteu-se ao silêncio como que alertar aos demais partidos da coligação – MLSTP e MDFM que marcaram fronteiras no trio governamental – de que o próximo que lesar aos interesses dos são-tomenses, também levarão como manda a lei num Estado de direito democrático.
Ficou claro, a perspectiva de que as eleições autárquicas e regional, ainda a decorrer neste ano, trarão resultados a esclarecer o lugar de ADI na cena política são-tomense que, conforme a leitura política pode vir a alterar o roteiro eleitoral, caso o actual poder venha a sair sem fôlego e beliscado nos cálculos antecipados da Acção Democrática Independente.
Pese agora, as poeiras pré-gravana vindas da semana passada e do Conselho de Estado a adiar «sine die» as eleições que, segundo o calendário eleitoral deviam realizar-se no Julho próximo.
Não somos partidários de adiamentos de eleições num país ao leve-leve, mas francamente, já é tempo dos deputados e dos partidos políticos, ao bem da democracia, reverem a lei eleitoral, uniformizando alguns dos actos eleitorais para evitar a ida anual dos são-tomenses a votos. A actualização dos jovens eleitores deve ser de forma automática, assim como outras e baixas devem ser cruzados os dados de várias instituições, cortando gastos que o país não pode suportar.
Até 2022, cumprindo ao actual figurino eleitoral, os são-tomenses serão convocados para cruxificarem-se em 2013, 2014, 2016, 2018, 2019, 2021 e 2022. Num período de 9 anos são 9, as eleições, já que, há anos com dois actos eleitorais em separado. Em 2010 e 2011, foram três, as eleições para não dizermos quatro idas a votos com a segunda volta das presidenciais. Anotaram o luxo!?
A democracia tem custos e é compreensível que a população desfavorecida, a maioria dos são-tomenses, espera momentos eleitorais para ser-lhes devolvido o tchiquila na posse dos políticos e seus agentes, mas a conjuntura internacional não compadece com as mãos estendidas dos são-tomenses para apenas mudarem todos os anos e tudo continuar na mesma.
Num regresso as poeiras que pairaram no ar são-tomense com troca de mensagens nas Pescas indiciando a mente escrava, habitual de um dos lados de assinatura de acordos com a África, é kôsa pa dizê, que no palco comemorativo do próximo 12 de Julho, os putos d’Áfricarepresentando as forças parlamentares e a própria sociedade civil, num gesto de agradecimentos aos fundadores, deverão discursar aos são-tomenses na Praça da Independência, num desafio radical com o tempo que correu demais para o país parado que lhes viu nascer há meio século com a África de liberdade e independência. 
Não estando a Nação azarada aos adiamentos, as festas cinquentenárias que correram o mundo e nas várias capitais europeias, antigas patronas africanas, São Tomé e Príncipe recebeu as boas-novas de Adis-Abeba, a sede internacional das comemorações do meio século da África.
A presidente Dilma Rousseff reescalonou as dívidas das ilhas para com o Brasil. Menos mal.
A França também lá esteve, na Etiópia, ao mais alto nível representada pelo presidente François Hollande, do qual os são-tomenses esperam um outro perdão ou injecção de milhões na empresa francesa CMA – CGM, consorcia do velho projecto dos portos de águas profundas de Fernão Dias para o relançamento económico das ilhas no mercado da sub-região como deixou claro que nem água, em Janeiro do ano passado, o então Primeiro-Ministro, Patrice Trovoada «Estamos a espera que até Julho ou Agosto este contrato arranque. Se depois de Agosto nada acontecer teremos que fazer outras opções em relação a Fernão Dias».
Concluiu que tudo é «fruto da opção que fizemos, este ano (2012) temos que arrancar com um porto ou cais em águas profundas. Se não tivermos o porto com a CMA-CGM, outra coisa teremos, porque pensamos que transmitimos hoje confiança suficiente aos investidores e a comunidade financeira internacional, para que nos siga neste objectivo de ter um porto em águas profundas» do qual na descontinuidade do Estado e na ausência da consciência nacional para debelar os graves constrangimentos do país, os são-tomenses no seu minúsculo habitat jamais tiveram notícias. Tudo caiu na água funda de Fernão Dias para memorial dos mortos de 1953.

BISTP tem nova sede anunciando o infinito

BISTP tem nova sede anunciando o infinito

30 Maio 2013

BISTP tem nova sede anunciando o infinito
A nova sede do Banco Internacional de São Tomé e Príncipe confere, um novo visual a praça da independência, e a baía de Ana Chaves. Com 50 mil clientes no mercado financeiro são-tomense, o banco privado participado pelo Estado são-tomense, pretende conquistar o mercado do Golfo da Guiné.
O BISTP, se destaca agora na praça da independência na capital são-tomense com um novo edifício de 7 pisos. O Banco privado que adotou o simbolo do infinito como sua nova imagem, tem 3 acionistas nomeadamente o Estado são-tomense, a Caixa Geral de Depósitos de Portugal considerada maior instituição bancária portuguesa, e o Banco Angolano de Investimentos, também indicado como sendo o maior banco da praça financeira angolana.
Segundo a administração, o BISTP domina o mercado são-tomense com 50 mil clientes. Foi o primeiro banco privado a abrir as portas no mercado financeiro são-tomense, e actuou sozinho durante 10 anos.
Actualmente com 20 anos de idade, assinalado no passado dia 3 de Março, o BISTP sente que tem o presente nas mãos, e para conquistar o futuro, pretende saltar as fronteiras são-tomenses em direção a região do Golfo da Guiné. «Acreditamos que ao fazermos isso ajudaremos a integração regional tornando STP como desejam o Presidente da República e demais autoridades nacionais, num entreposto não de escravos, como foi há 500 anos, mas um entreposto de serviços na sub-região e de preferência de países que sejam, ou que brevemente estejam para entrar na CPLP», declarou João Cristóvão, administrador do BISTP.
O novo edifício inaugurado pelo Presidente da República Manuel Pinto da Costa, dignifica a praça financeiro são-tomense. «Vai de encontro aos objetivos de fazer de STP um centro de negócios capaz de atrair gentes da região do golfo da Guiné, e sobretudo que o BISTP esteja em condições de ajudar a reforçar os nossos agentes económicos para que eles possam jogar um papel importante e decisivo no desenvolvimento económico do nosso país e que seja um órgão de ligação com os países vizinhos como a Guiné Equatorial. Está a ver o BISTP ter uma agência na Guiné Equatorial? Isso iria facilitar bastante àquilo que o Governo são-tomense pretende que é o maior fluxo de pessoas e negócios entre a Guiné Equatorial e São Tomé e Príncipe. Eu desejo ao BISTP sucessos», afirmou o Presidente da República.
O Primeiro Ministro Gabriel Costa que também marcou presença no acto de inauguração, prometeu incentivar acções deste tipo. «Nós estamos aqui, enquanto Estado para poder apoiar para poder interagir, com os bancos no sentido da transformação de São Tomé e Príncipe numa praça financeira porque a nossa posição geoestratégica oferece todas as condições para que assim o seja», frisou,Gabriel Costa.
A administração do BISTP, disse que a quota de mercado do banco, é a maior em todos os indicadores. Prometeu construir um novo edifício na ilha do Príncipe, onde também está presente desde a década de 90.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

PR propõe a realização das eleições autárquicas e regional em simultâneo com as legislativas de 2014

PR propõe a realização das eleições autárquicas e regional em simultâneo com as legislativas de 2014

29 Maio 2013

PR propõe a realização das eleições autárquicas e regional em simultâneo com as legislativas de 2014
No último dia em que a lei exige ao Chefe do Estado, a marcação das eleições autárquicas e regionais para o mês de Julho, Pinto da Costa falou a nação. Anunciou uma proposta, chamou atenção para se aprender com os erros cometidos, e considerou o adiamento das eleições locais como um mal menor.
Não há condições, nem técnicas, nem materiais, nem financeiras para a realização das eleições autárquicas e regional no próximo mês de Julho. Facto provado pela própria comissão eleitoral nacional, na recente reunião do Conselho de Estado. Os conselheiros do Estado reconheceram a situação.
O Presidente da República, que por competências constitucionais deve marcar a data das eleições, reagiu numa comunicação a nação. «É meu entendimento que adiar as eleições, lavando as mãos das circunstâncias concretas que afectam a sua organização, é um mal menor do que marcar uma data para o acto eleitoral e depois o país não conseguir realizá-lo», precisou o Chefe de Estado.
Apesar dos constrangimentos técnicos, logísticos, material e financeiro, Pinto da Costa, realçou o constrangimento que teve mais peso na sua decisão de adiar a marcação da data das eleições para o poder local em São Tomé e regional na ilha do Príncipe. «Existe um que considero ser incontornável e que teve um peso determinante na formação da minha decisão.  Como todos sabem a lei eleitoral prevê a actualização dos cadernos eleitorais através de recenseamento que se deve realizar, anualmente em Março cumprindo, dessa forma, o comando constitucional previsto no artigo 58 segundo o qual têm direito de sufrágio todos os cidadãos maiores de 18 anos.
Não se realizando esse recenseamento eleitoral desde 2010, há mais de 3 anos, portanto, tal significaria, na prática, caso se realizassem já as eleições, admitir a existência de cidadãos de primeira e cidadãos de segunda. Os primeiros com direito a votar os segundos, tendo completado entretanto 18 anos, sem direito a voto por uma razão meramente administrativa.
Tal discriminação viola claramente um dos princípios basilares de qualquer Estado de Direito e da nossa ordem constitucional que é o princípio da igualdade, previsto no artigo quinze da constituição, segundo o qual todos os cidadãos são iguais, perante a lei, gozando dos mesmos direitos e estando sujeitos aos mesmos deveres. Tal situação afectaria milhares de jovens o que não me parece ser admissível numa democracia que se quer com conteúdo para além dos seus aspectos formais», sulinhou.
O Chefe de Estado, tem uma proposta para resolver a questão. « Nesse pressuposto e atendendo à situação económica e social que o país atravessa decidi propor aos partidos políticos a realização em simultâneo das eleições legislativas, autárquicas e regional no Príncipe, tendo como base o próximo recenseamento eleitoral e a actualização dos cadernos eleitorais daí decorrente, em data a anunciar logo que esteja ultrapassada a ausência de condições técnicas, materiais e financeiras que nos conduziram à actual situação.
Para além da poupança em recursos financeiros que tanta falta faz ao país e ao povo julgo que seria ainda possível proceder à revisão da lei eleitoral no sentido de promover um combate mais eficaz ao fenómeno “banho” e consagrando finalmente, essa antiga e justa aspiração, que é a representação da diáspora na Assembleia Nacional», detalhou.
Um adiamento que segundo Manuel Pinto da Costa, deve também abrir oportunidade para  reforma do funcionamento da Comissão Eleitoral. Por outro lado evitará despesas. «O adiamento das eleições para os órgãos do poder local e regional implica que o país tenha que realizar num curto espaço de poucos meses, dois actos eleitorais, uma vez que estão previstas eleições legislativas em 2014, com a duplicação de custos que tal situação implica num quadro de escassez de recursos financeiros agravado pela crise económica internacional que continua a persistir. Acresce, ainda, que no calendário eleitoral o país terá que realizar, até 2022, 8 eleições gerais em 9 anos, facto que deve ser alvo de uma reflexão, cuidada e serena, que deve envolver não só a classe política como toda a sociedade civil»

terça-feira, 28 de maio de 2013

Instituto da Droga e da Toxicodependência denuncia aumento do consumo da cannabis e trafico da cocaína

Instituto da Droga e da Toxicodependência denuncia aumento do consumo da cannabis e trafico da cocaína

28 Maio 2013

Instituto da Droga e da Toxicodependência denuncia aumento do consumo da cannabis e trafico da cocaína
Nos últimos dois anos, São Tomé e Príncipe, conheceu importante subida de consumo da cannabis. O instituto registou 200 jovens consumidores, contra apenas 57 no ano 2010. Trafico da cocaína tornou-se nos últimos dois anos, numa realidade que segundo o Instituto não pode ser ignorada.
O aumento da criminalidade, sobretudo de carácter violento, que se começou a registar com maior evidência no país desde 2011, tem por sinal um combustível muito forte, a DROGA. O Instituto da Droga e da Toxicodependência, através da sua Directora Ivete Lima, mostrou no programa “Cartas na Mesa” de São de Deus Lima, os números que confirmam a explosão do consumo e trafico de drogas em São Tomé e Príncipe nos últimos dois anos.
Segundo a Directora Ivete Lima, até o ano 2010, o Instituto registava entre 20 à 57 consumidores da cannabis. Nos últimos 2 anos, o consumo da cannabis disparou. «Neste momento temos cerca de 200 jovens e estes são os que foram identificados, com idades compreendidas entre os 16 e os 36 anos que são consumidores», precisou a Directora do Instituto da Droga e da Toxicodependência.
Nos últimos 2 anos, a droga avançou para as escolas, chegou aos agricultores e conquistou os motoqueiros. Estratos sociais em que o Instituto tem registado bom número de consumidores. No fundo em 2 anos a droga infestou a sociedade de forma surpreendente.
O instituto indicou o distrito de Mé-Zochi, como principal centro de plantio da cannabis e o distrito de Água Grande, como a região onde há mais postos de trafico e de venda.
Por outro lado nos últimos 2 anos «o trafico da cocaína se tornou numa realidade que não pode ser ignorada», assegurou a  Directora do Instituto da Droga e da Toxicodependência.
Lázaro Afonso, criminologista, ex-Director da PIC, que nos últimos 2 anos, liderou a secção da Polícia de Investigação Criminal, sobre drogas foi peremptório. «Sabemos que tem entrado a cocaína no país. Parte fica, parte sai. É verdade que sai em pequenas quantidades para não levantar suspeitas», referiu.
Desde finais de Setembro do ano 2012 que chegaram a redacção do Téla Nón, dados de fontes policiais bem posicionadas, que incluem pessoas influentes, algumas nacionais, outras estrangeiras e estrangeiros naturalizados são-tomenses numa rede internacional de tráfico de droga(cocaína) que tem São Tomé e Príncipe como uma das âncoras de conexão.
Prova da operacionalidade da rede, segundo a fonte policial, foi a detenção de pessoas que transportavam cocaína no organismo, as chamadas Mulas. Nos últimos dois anos, o cheiro da cocaína pura, tornou-se mais forte em São Tomé e Príncipe, como ponto de entrada e passagem para outros mercados, e o fumo da cannabis mais intenso, nos bairros residenciais, discotecas, e outros locais, estimulando assaltos a luz do dia e outros crimes violentos.
Em Setembro de 2012, a fonte policial que conversou com o Téla Nón, recordou que a situação que hoje se vive na Guiné Bissau, teve um começo igual, a que se regista em São Tomé e Príncipe. Talvez por isso, os convidados do Programa “Cartas na Mesa”, foram unânimes em considerar que o crescente consumo e trafico de drogas, « pode por em causa a nossa democracia».

Ministra da Justiça recusa permitir que São Tomé e Príncipe se transforme num narcoestado

Ministra da Justiça recusa permitir que São Tomé e Príncipe se transforme num narcoestado

28 Maio 2013
Ministra da Justiça recusa permitir que São Tomé e Príncipe se transforme num narcoestado
Edite Ten Jua, que assistiu na segunda – feira, a queima de drogas que foram apreendidas pela Polícia de Investigação Criminal, garantiu empenho do governo na luta para impedir que as ilhas verdes de São Tomé e Príncipe, chamadas também de maravilhosas, se transforme num narcoestado.
A avalanche da Droga no país nos últimos 2 anos, ameaça os alicerces do Estado de Direito Democrático. Exemplos disso são conhecidos na África Ocidental.
Os dados sobre o consumo da cannabis e da entrada e passagem da cocaína no território nacional, a partir de finais de 2010, preocupam o Governo que decidiu queimar drogas apreendidas pela PIC desde 1995, para demonstrar a sua determinação em dar luta. «Hoje é um dia importante para São Tomé e Príncipe e para a Justiça em São Tomé e Príncipe. O facto de estarmos aqui a fazer a queima esses estupefacientes é um sinal claro da nossa luta contra o trafico de Droga em São Tomé e Príncipe, e a recusa de permitir que São Tomé se torne num narcoestado», declarou a ministra da Justiça na lixeira da Penha onde as drogas foram queimadas.
Foram 11 quilos de AXI apreendidos em 1995, 2 quilos e 400 gramas de marijuana também em 1995, e 250 gramas de medicamentos contendo heroína apreendidos no ano 2010. Drogas avaliadas em 500 mil dólares. Tudo lançado ao fogo, numa demonstração de que o executivo não quer conviver com drogas.
A Ministra da Justiça prometeu agir no sentido de apetrechar a PIC com meios para lidar com o trafico de droga. Apesar das limitações financeiras, a Ministra da Justiça, disse que algo deve ser feito, mesmo com recurso a cooperação internacional.

 Hernane Ramos
                       Rendimento Social de Inserção

O Rendimento Social de Inserção é um apoio para indivíduos e famílias com escassos rendimentos, constituído por uma prestação em dinheiro para satisfação das necessidades básicas e um Programa de Inserção para ajudar à integração social e profissional.
 As pessoas que estão a receber o Rendimento Social de Inserção assinam um acordo com a Segurança Social onde se comprometem a cumprir o Programa de Inserção.
As alterações agora publicadas aos regimes jurídicos de proteção social no desemprego, morte, dependência, rendimento social de inserção, complemento solidário para idosos e complemento por cônjuge a cargo, do sistema de segurança social, foram aprovadas em dezembro em Conselho de Ministros.
No documento está definido que, no que diz respeito às prestações sociais, o valor do Rendimento Social de Inserção é fixado em 42,495 por cento do valor do Indexante dos Apoios Sociais, o que dará 178,15 euros.
Os últimos dados do Instituto da Segurança Social relativos a novembro de 2012, davam conta de 282.541 beneficiários desta prestação social.
O número de famílias com direito a este subsídio baixou em novembro relativamente a outubro, tendo passado de 112.572 para 111.932, respetivamente.
Já em relação ao Complemento Solidário para Idosos (CSI), o decreto-lei define que o valor de referência é fixado em 4909 euros por ano, acrescentando que a "esmagadora maioria dos beneficiários viu a sua pensão ser aumentada, em média, quatro por cento".
As alterações ao RSI e ao CSI aplicam-se às relações jurídicas prestacionais em curso e obrigam a que, depois da entrada em vigor do diploma, sejam recalculadas ou reavaliadas as condições de atribuição das prestações, consoante o caso.
Podem requerer o Rendimento Social de Inserção os indivíduos e famílias em situação de grave carência econômica e que satisfaçam as restantes condições de atribuição previstas na lei.
No meu ponto de vista vejo que quem mais usufrui deste tipo de subsidio são as pessoas que tem mais emprego com bom meio financeiro, e são pessoas que não deveria receber esse tipo de ajuda.
Esses tipos de ajuda também não deveriam ser aplicadas aos indivíduos que não trabalhão por vontade própria.